Passado o bastão, começa contagem regressiva para Rio-2016


Londres 2012 já faz parte da galeria de grandes momentos do esporte. Mirando o futuro, agora acelera o cronômetro regressivo para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. O marco foi dado na noite de domingo, durante o encerramento dos Jogos, com uma cerimônia com três horas de duração e assistida por cerca de quatro bilhões de pessoas – público televisivo estimado pela organização.

O Brasil, como país-sede da próxima edição, teve direito a oito minutos para montar o espetáculo da apresentação nacional. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, recebeu a bandeira com os cinco aros, símbolo do evento, das mãos do presidente do Comitê Olímpico Internacional, o belga Jacques Rogge – antes, foi agitada pelo prefeito de Londres, Boris Johnson. Depois, a bandeira brasileira (Esquiva Falcão, medalha de prata no boxe, foi o porta-bandeira) foi hasteada, ao som do hino do país.

O estádio ficou todo iluminado em verde e amarelo. E é bom avisar que teve Bahia na história. Integrantes do Balé Folclórico da Bahia foram convidados para a festa, dançando capoeira e maracatu. Os diretores artísticos da apresentação brasileira, Cao Hamburguer e Daniela Thomas, definiram o show como samba do criolo doido. Por um lado, disseram que destacariam os lados multicultural e multiétnico do Brasil. Os clichês estiveram presentes, mas de uma maneira revisitada. Teve bateria de escola de samba, teve Renato Sorriso – o famoso gari-dançarino carioca. Marisa Monte, em uma estrutura representando Iemanjá, cantou as Bachianas Brasileiras nº 5, de Villa-Lobos. Depois, cantou Aquele Abraço, de Gilberto Gil.

Índios com cocares iluminados e tecnológicos dançavam ao lado de capoeiristas e dançarinos de maracatu – olha a Bahia aí. A festa teve ainda apresentações de Seu Jorge, que cantou Nem Vem que Não Tem, de Wilson Simonal; e BNegão, que foi de Maracatu Atômico, famosa com a Nação Zumbi. O tom foi folclórico, porém comedido. Aquele Abraço foi apresentada de forma mais lenta, com menos batucada. Tudo foi finalizado com Pelé mandando aquele abraço para todos. Os atletas brasileiros pulavam de euforia. E teve também a parte inglesa, claro.

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